Fonte: (#)O folião, sobretudo quem possui diabetes, necessita se preparar fisicamente para enfrentar a “maratona carnavalesca” e, para isso, se faz necessário, nesse período, uma alimentação adequada para suprir e repor a energia gasta. Por isso, a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) estabeleceu algumas metas, que devem ser alcançadas, para que a pessoa com diabetes passe um Carnaval tranqüilo.
Segundo a Dra. Marlene Merino Alvarez, Coordenadora do Departamento de Nutrição e Metabologia da SBD, a alimentação deve ser saudável e freqüente, com pelo menos 5 ou 6 refeições diárias (café da manhã, lanchinho, almoço, lanche, jantar e ceia).
O café da manhã e a ceia nunca devem ser omitidos, principalmente para os usuários de insulina. Os horários das refeições devem ser mantidos, como de costume, para se evitar hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue), que poderá ocorrer devido ao desgaste adicional do Carnaval.
A hidratação do corpo é muito importante, principalmente porque o Carnaval é no verão e, por isso, a água deve ser ingerida em abundância antes, durante e depois da folia. Para repor as energias é importante manter a ingestão consistente de carboidratos (pão, arroz, macarrão), carnes magras, assim como a utilização de frutas, verduras e legumes para repor vitaminas, minerais e manter boa ingestão de fibras. Evite frituras ou comidas de difícil digestão, como feijoada, rabada, etc.
A Dra. Marlene Merino explica, também, que a quantidade da alimentação deve ser mantida de acordo com o plano alimentar de quem tem diabetes. Ao sair para a folia, é importante não esquecer de levar na bolsa um “kit de sobrevivência” com frutas, barra de cereal, água e açúcar, para o caso de uma emergência com glicemia baixa.
A água de coco e o refrigerante dietético são opções de bebidas, que podem ser consumidas na rua. No entanto, evite comer comidas preparadas em barraquinhas, sem acondicionamento térmico para os alimentos, devido à possibilidade da deterioração mais rápida dos mesmos. E aí vai um alerta: fique longe de maionese ou molhos prontos, pois são alimentos de fácil deterioração e contaminação, que podem levar a sérios riscos de saúde. Assim como é aconselhável evitar bebida alcoólica.
Em geral, no Carnaval a maior preocupação é cair na folia e esquecer de comer. Mas se, ao contrário, a pessoa com diabetes exagerar nos “comes e bebes”, a glicemia ficará alta e o Carnaval poderá acabar no hospital.
Dessa forma, cuidar da alimentação e fazer a monitoração mais freqüente da glicemia, pela ponta de dedo, é muito útil para corrigir excessos e prevenir problemas mais sérios. Bom Carnaval!
Elizabeth Camarão/SBD - http://www.diabetes.org.br/