A História do Diabetes

A diabetes já era conhecida antes da era cristã. No papiro de Ebers descoberto no Egito, correspondente ao século XV antes de Cristo, já se descrevem sintomas que parecem corresponder à diabetes, porém sem nome específico para a doença.

O conhecimento sobre Diabetes ao longo da História

* DIABETES NO SÉCULO II da ERA CRISTÃ

Areteu da Capadócia deu a esta afecção o nome de diabetes, que em grego significa sifão, referindo-se ao seu sintoma mais chamativo que é a eliminação exagerada de água pelo rim, expressando que a água entrava e saía do organismo do portador sem fixar-se nele (polidipsia e poliúria, características da doença e por ele avaliadas por esta ordem). Ainda no século II, Galeno, contemporâneo de Areteu da Capadócia, também se referiu à diabetes, atribuindo-a à incapacidade dos rins em reter água como deveriam.

* DIABETES NO SÉCULO IV:

Primeiro registro do sabor adocicado da urina, na Índia;

* DIABETES NO SÉCULO XI:

 

Avicena fala com clara precisão desta afecção em seu famoso Cânon da Medicina.

  • 1976: Thomas Willis fez uma descrição da diabetes magistral para a época, ficando desde então reconhecida por sua sintomatologia como entidade clínica. Foi ele quem, referindo-se ao sabor doce da urina, lhe deu o nome de diabetes mellitus (sabor de mel);
  • 1775: Dopson identificou a presença de glicose na urina.
  • 1775: Frank classificou a diabetes em duas formas: diabetes mellitus (ou vera), e insípida, esta sem apresentar urina doce.
  • 1788: A primeira observação feita através de uma necropsia em um diabético foi realizada por Cawley e publicada no London Medical Journal em 1788. Quase na mesma época o inglês John Rollo, atribuindo à doença uma causa gástrica, conseguiu melhorias notáveis com um regime rico em proteínas e gorduras e limitado em hidratos de carbono.
  • 1848: ano dos primeiros trabalhos experimentais relacionados com o metabolismo dos glicídios, que foram realizados por Claude Bernard, o qual descobriu o glicogênio hepático, motivo da aparição de glicose na urina, pois excita os centros bulbares.
* DIABETES NA Metade do século XIX

O grande clínico francês Bouchardat assinalou a importância da obesidade e da vida sedentária na origem da diabetes e traçou as normas para o tratamento dietético, basendo-a na restrição dos glicídios e no baixo valor calórico da dieta. Os trabalhos clínicos e anatômico-patológicos adquiriram grande importância em fins do século XIX, nas mãos de Frerichs, Cantani, Naunyn, Lanceraux, etc.

  • 1889: ano em que foram realizadas inúmeras experiências de pancreatectomia em cães, realizadas por Mering y Mikowski;
  • 1869: busca do suposto hormônio produzido pelas ilhotas de Langerhans, células do pâncreas descritas por Paul Langerhans.Hedon, Gley, Laguessee Sabolev estiveram muito próximos do almejado triunfo;
  • 1921: dois jovens canadenses, Banting e Charles Best, conseguiram isolar a insulina e demonstrar seu efeito hipoglicêmico. Esta descoberta significou uma das maiores conquistas médicas do século XX, porque transformou as expectativas e a vida dos diabéticos e ampliou horizontes no campo experimental e biológico para o estudo da diabetes e do metabolismo dos glicídios. Posteriormente, o transplante de pâncreas passou a ser considerado uma alternativa viável à insulina para o tratamento da diabetes mellitus do tipo 1.
  • 1966: O primeiro transplante de pâncreas com essa finalidade foi realizado na universidade de Manitoba.
  • 2004: realizado primeiro transplante de ilhotas de Langerhans para curar diabetes do tipo 1, feito pela equipe do Dr. F. G. Eliaschewitz no Hospital Albert Einstein de São Paulo. Uma linha mais recente de pesquisa na Medicina que busca fazer o transplante apenas das ilhotas de Langerhans. O procedimento é simples, tem poucas complicações e exige uma hospitalização de curta duração. O grande problema é a obtenção das células, que são originárias de cadáveres. São necessários em média três doadores para se conseguir um número razoável de células. O Brasil é considerado líder nas pesquisas desta linha de tratamento. Outro centro de excelência de pesquisas nessa área é a Universidade de Alberta, no Canadá.

Fonte: wikipédia (#)

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